quarta-feira, 9 de junho de 2010

Dias triviais, porém especiais.

Muitas vezes nós consideramos os nossos dias triviais. Achamos que a nossa vida caiu na rotina, está sem graça. Todavia, mesmo nos dias mais triviais, há acontecimentos especiais pipocando ao nosso redor a cada segundo. No meio da trivialidade há momentos significativos e belos. Mas é preciso enxergá-los. Infelizmente, quando nos focamos apenas naquilo que consideramos trivial, deixamos de enxergar e reconhecer o que é especial. É como se o nosso campo de visão e sentimento estivesse limitado por nós mesmos. A vida é feita de cores, cheiros, sensações, emoções. E a trivialidade dos nossos dias não impede que esses presentes da vida se manifestem. Eles estão vivos em tudo o que nos rodeia. Mas é preciso estar sensível para enxergá-los. Imagine uma pequena borboleta que pousa na sua janela, cujas asas possuem cores únicas, vivas, raras, belas. Uma simples borboleta, com cores e brilhos especiais. Até mesmo o vôo dessa borboleta pode ser visto como uma dança, um balé ao ar livre, colorido e brilhante, cheio de vida. Assim, até mesmo uma simples borboleta pode nos proporcionar momentos e sensações especiais durante alguns minutos de um dia antes visto como trivial. A mesma idéia vale para o barulho da chuva ou das águas de um rio, para o canto de um pássaro ou para a gargalhada de uma criança. Nós precisamos relaxar e nos permitir enxergar cada pequeno acontecimento especial nos nossos dias triviais. Nossos dias triviais podem ser especiais. Depende dos nossos olhos, dos nossos sentidos, da nossa vontade e do nosso foco. Cabe a nós a escolha: viver um dia trivial de forma trivial ou viver esse mesmo dia trivial de forma especial.

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